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Taxas de cartório no Paraná: Assembleia tira da pauta projeto que muda emolumentos após pedido do agro e da indústria

PL 1016/2025, do Tribunal de Justiça, cria nova tabela para registro de imóveis, escrituras e certidões; G7 Paraná diz que custo do produtor sobe, e cartórios afirmam que valores estão defasados desde 1997

Redação agro.page6 fontes

Vista aérea de lavouras divididas em talhões; no Paraná, o registro e a averbação do georreferenciamento de imóveis rurais estão entre os custos de cartório em discussão
Foto: Pexels/Pixabay
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O que muda para o agro
  • Por enquanto nada muda: a tabela de emolumentos em vigor no Paraná continua valendo até o projeto voltar ao plenário, sem data marcada
  • Se aprovado, o reajuste pesa no registro de compra e venda de terra, na escritura, no registro de hipoteca e alienação fiduciária dadas em garantia no crédito rural e na averbação do georreferenciamento
  • Quem planeja comprar área, dar a terra em garantia ou certificar o georreferenciamento no Incra deve acompanhar a votação e pedir orçamento ao cartório antes de fechar o negócio

As taxas de cartório no Paraná não mudam por enquanto. A Assembleia Legislativa (Alep) retirou da pauta desta segunda-feira (19) o Projeto de Lei 1016/2025, que cria uma nova tabela de emolumentos para registro de imóveis, escrituras e certidões, segundo o Sistema FAEP e a Gazeta do Paraná.

O adiamento veio de um pedido de vista do deputado estadual Luiz Fernando Guerra na Comissão de Finanças e Tributação. O pedido atendeu ao G7 Paraná, grupo que reúne FAEP, Fiep, ACP, Faciap, Fetranspar e Fecoopar e que defendia adiar a votação.

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Segundo a Gazeta do Paraná, a retirada ocorreu mesmo após um pedido formal da presidência do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), autor do projeto, para votar o texto. A matéria voltou à pauta em segundo turno no mesmo dia e foi retirada de novo pelo mesmo motivo. Não há data para o retorno ao plenário.

O que o projeto das taxas de cartório muda

O PL substitui parte da lei estadual de 1970 que regula os emolumentos e prevê correção anual pelo IPCA. Nas operações com valor financeiro, a cobrança passaria a usar o maior entre os valores de referência, como o preço declarado do negócio ou o valor fiscal do imóvel, segundo a cobertura da imprensa paranaense sobre o texto.

Os dois lados divergem sobre o efeito. O Secovi-PR cita levantamento da Fiep de 2025 segundo o qual alguns atos podem ficar até 51% mais caros. Para o coordenador do G7, Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP, antes de falar em aumento seria preciso unificar a tabela de emolumentos do estado.

Os cartórios defendem o texto. Segundo a Anoreg-PR, a tabela atual acumula defasagem de 48,39% pelo IPCA desde a última revisão, em 1997, e o projeto moderniza a cobrança e amplia a fiscalização.

Onde o custo bate no produtor

No campo, a conta do cartório aparece em quatro momentos: na compra e venda de terra (escritura e registro), no registro das garantias reais do crédito rural, como hipoteca e alienação fiduciária, nas certidões pedidas pelos bancos e na averbação do georreferenciamento. A CPR em si não depende de registro em cartório para valer, mas as garantias ligadas a ela sim, e a lei manda cobrar esses atos pelas regras da cédula de crédito rural.

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O georreferenciamento é o ponto mais sensível. Segundo o Sistema FAEP, o Paraná tem cerca de 530 mil imóveis no CAR e só 111 mil com georreferenciamento certificado no Incra. Pela conta do agro.page, sobram cerca de 419 mil imóveis, ou 79% do total, que ainda vão passar pelo cartório para averbar a certificação, exigida na venda ou no desmembramento da área. A FAEP pede que esse ato tenha valor próprio e transparente na tabela.

O que observar

O texto volta ao plenário depois que a Comissão de Finanças e Tributação concluir a análise. O ponto a acompanhar é se a nova versão traz valor fixo para a averbação do georreferenciamento e qual base de cálculo vale para escrituras e garantias de crédito rural.

Entenda o contexto

Fontes

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