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Crédito rural soma R$ 107,1 bilhões no início da safra 2026/27, e CPR já responde por quase metade

Dados do Ministério da Agricultura para julho a setembro mostram R$ 50,3 bilhões em Cédulas de Produto Rural, contra R$ 36,4 bilhões no custeio tradicional

Redação agro.page4 fontes

Trator preparando a terra para o plantio ao pôr do sol
Foto: dendoktoor/Pixabay
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O que muda para o agro
  • O dinheiro do plantio vem cada vez mais da CPR, que amarra o crédito à entrega ou ao valor da produção: quem vende insumo e compra grão vira financiador do produtor
  • Contrato com CPR é maior (R$ 1,37 milhão em média) que o crédito bancário tradicional (cerca de R$ 713 mil), ou seja, a cédula concentra as operações maiores
  • Com o custeio bancário menor, revendas, cooperativas e tradings que oferecem CPR ganham espaço na negociação da safra

O crédito rural da agricultura empresarial somou R$ 107,1 bilhões entre julho e setembro, os três primeiros meses da safra 2026/27, segundo dados do Ministério da Agricultura (Mapa). Os números vêm do sistema do Banco Central (Sicor) e das registradoras de títulos, e ainda são provisórios.

O destaque é a Cédula de Produto Rural (CPR). Os títulos somaram R$ 50,3 bilhões, ou 46,9% de todo o dinheiro que chegou ao campo no período.

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O custeio convencional, feito pelos bancos com regras do crédito rural, ficou em R$ 36,4 bilhões, cerca de 34% do total. O restante se divide entre investimento (R$ 7,4 bilhões), comercialização (R$ 8 bilhões) e industrialização (R$ 5 bilhões).

Crédito rural da safra 2026/27 por contrato

Foram 116.274 contratos no trimestre, dos quais 36.638 com CPR. Na conta por contrato, a média geral é de cerca de R$ 921 mil.

A diferença aparece quando se separa o tipo: a CPR média ficou em torno de R$ 1,37 milhão, enquanto os demais contratos somam, em média, cerca de R$ 713 mil. Ou seja, o contrato médio com CPR é quase o dobro do contrato médio sem ela.

Bancos emprestam menos

O avanço da CPR acontece num momento de aperto no crédito tradicional. Em São Paulo, os desembolsos caíram 41,9% no início da safra, para R$ 5,8 bilhões, segundo a Federação da Agricultura do estado (Faesp).

Com menos dinheiro dos bancos, o produtor busca outras fontes: na revenda de insumos, na cooperativa, na trading ou no investidor que compra o título.

O que acompanhar

A CPR costuma vincular o pagamento à produção, em grão ou em valor. Com a safra 2026/27 sob risco de El Niño, vale conferir no contrato o que acontece em caso de quebra, o prazo de entrega e o preço de referência antes de assinar.

Entenda o contexto

Fontes

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