Soja em Chicago cai ao menor nível em seis semanas, a US$ 12,63 por bushel, mesmo com compras da China
Colheita rápida e safra recorde nos EUA pesam mais que a volta dos chineses; na conta em sacas, o contrato de novembro equivale a cerca de US$ 27,84

- A pressão vem da oferta americana em plena colheita, e é justamente agora que o Brasil planta a safra 2026/27 e negocia a venda antecipada
- Com Chicago em queda, o preço interno passa a depender mais do dólar e do prêmio nos portos para segurar a saca
- A compra chinesa de soja americana tira parte da demanda que viria para o Brasil no começo de 2027, ponto a acompanhar nos prêmios
A soja em Chicago fechou a quinta-feira (15) em queda e voltou ao menor nível em pelo menos seis semanas. O contrato de novembro caiu 14,25 centavos de dólar (1,1%) e terminou a US$ 12,63 por bushel, segundo a Pro Farmer.
A queda veio um dia depois da notícia de que compradores estatais da China fecharam de 8 a 10 cargas de soja americana, as primeiras desde a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. O mercado esperava que essas compras sustentassem o preço, o que não aconteceu.
agro.page · grátisCliente pede preço? Mande um link só.Catálogo, cotação do dia e Pix na sua página. Começa grátis e o 1º mês do Premium sai por nossa conta.Começar grátis agora →Na conta em sacas de 60 kg, os US$ 12,63 por bushel equivalem a cerca de US$ 27,84 por saca na bolsa americana, antes de frete, prêmio e câmbio.
Por que a soja em Chicago caiu
O peso principal é a oferta dos Estados Unidos. No relatório de 9 de outubro, o USDA elevou a safra americana para o recorde de 4,562 bilhões de bushels, com produtividade de 53,1 bushels por acre.
A colheita também anda rápida: 46% da área estava colhida até domingo (11), acima do que os analistas esperavam. Com as máquinas no campo, aumenta a venda de quem precisa travar preço, o que a Pro Farmer aponta como pressão extra nesta semana.
Do lado da demanda, o esmagamento de soja nos EUA caiu em setembro ao menor volume em 13 meses, segundo dados da associação das indústrias (NOPA).
O que acompanhar no Brasil
Para o produtor brasileiro, Chicago é só uma parte do preço. A saca no porto e no interior também depende do dólar e do prêmio de exportação, que é a diferença paga pelo grão brasileiro sobre a bolsa.
Com a colheita americana no auge e a China voltando a comprar dos EUA, os próximos dias devem mostrar se o prêmio nos portos brasileiros compensa a queda da bolsa.
Entenda o contexto
Fontes
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