Café arábica sobe 3,3% em Nova York e vai à máxima em um mês, mas real forte segura a saca em reais
Contrato de dezembro fechou a 315,70 centavos de dólar por libra-peso nesta segunda; com o real mais firme, a alta chega menor ao preço pago no interior

- Na bolsa, a saca de arábica passou de US$ 417, cerca de US$ 9 a mais do que na sexta (16), mas o real mais forte devolve parte desse ganho na conversão para reais
- Quem tem café da safra 2026 para vender pode usar a alta para fixar uma parte, conferindo antes com a cooperativa ou o corretor o diferencial pago pelo seu tipo
- Novembro concentra datas que costumam mexer com o preço: vencimento das opções em 12/11 e primeiro aviso de entrega em 19/11, segundo a Safras
O café arábica em Nova York fechou esta segunda-feira (19) em alta de 3,3%, no maior nível em cerca de um mês. O contrato de dezembro terminou a 315,70 centavos de dólar por libra-peso, ganho de 10,10 centavos no dia, segundo a Safras & Mercado.
A Reuters registrou o mesmo fechamento, perto de US$ 3,157 por libra-peso, depois de uma alta de 6,5% do arábica na semana passada. O robusta também subiu em Londres, segundo a agência.
agro.page · grátisSeu agro.page grátis em 2 minutosWhatsApp, Pix, catálogo e a cotação do dia num link só. Coloque na bio e venda mais.Criar meu agro.page grátis →Na conta do agro.page, os 315,70 centavos equivalem a cerca de US$ 417,60 por saca de 60 kg na bolsa, uns US$ 9 acima do nível da manhã de sexta (16), quando o agro.page mostrou o contrato a 308,80 centavos.
Por que o café arábica subiu em Nova York
O argumento central segue o mesmo da semana passada: o estoque certificado da ICE, que é o café já classificado e pronto para entrega nos contratos. Segundo a Safras, ele somava 240.767 sacas, perto da mínima de 27 anos registrada no mês passado, de 217.646 sacas.
A Safras relata ainda o receio de que o café brasileiro não chegue aos armazéns da bolsa a tempo do vencimento de dezembro. Reportagens do dia também citam a preocupação com o El Niño sobre a safra 2027 no Brasil e no Vietnã.
O real mais forte ajudou a puxar a bolsa, segundo a Reuters e a Safras. Moeda brasileira firme reduz o retorno em reais do exportador, o que tende a segurar as vendas do Brasil e a apoiar o preço lá fora.
A conta do agro.page: a alta chega menor ao produtor
O mesmo câmbio que ajuda a bolsa trabalha contra quem vende no Brasil. Com o dólar perto de R$ 5,04, nível citado pela Reuters nesta segunda, os US$ 417,60 por saca equivalem a cerca de R$ 2.105 na bolsa, antes do diferencial e dos custos até o porto.
agro.page · grátisCliente pede preço? Mande um link só.Catálogo, cotação do dia e Pix na sua página. Começa grátis e o 1º mês do Premium sai por nossa conta.Começar grátis agora →Por isso, uma alta de 3,3% em Nova York não vira 3,3% no preço pago no Sul de Minas, no Cerrado Mineiro ou na Mogiana. Parte do ganho fica no câmbio, e o diferencial de cada tipo define o resto.
O que observar
O analista Gil Barabach, da Safras, apontou duas datas de novembro que costumam trazer volatilidade: o vencimento das opções em 12 de novembro e o primeiro dia de aviso de entrega física em 19 de novembro. Até lá, o nível do estoque certificado e as chuvas da florada nas regiões de arábica devem guiar o mercado.
Entenda o contexto
Fontes
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