Fundos cortam 25% da aposta na alta do milho em Chicago e reduzem compra de soja
Dados da CFTC para a semana até 13 de outubro mostram a posição líquida comprada em milho caindo de 329,8 mil para 246,4 mil lotes; na soja o recuo foi de 3,2%, e no trigo os fundos ampliaram a aposta na queda

- Com os fundos desmontando compras no milho, Chicago perde um apoio importante bem na colheita americana, o que tende a pesar no preço de referência
- Na soja o corte foi pequeno, e os fundos seguem comprados, então a bolsa ainda tem sustentação
- Para quem pensa em travar preço, o movimento dos fundos é um sinal a acompanhar toda segunda-feira
Os fundos que operam na Bolsa de Chicago (CBOT) tiraram força das apostas na alta do milho e da soja. Segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC), citados pelo Canal Rural nesta segunda-feira (19), a posição líquida comprada no milho caiu 25,29% na semana encerrada em 13 de outubro.
O saldo passou de 329.839 para 246.425 contratos. Na soja, o recuo foi menor: 3,20%, de 258.066 para 249.807 contratos.
agro.page · grátisQuem vende no agro tem agro.pageRevenda, produtor e cerealista: sua vitrine com WhatsApp e Pix pronta hoje, grátis, sem app.Quero o meu grátis →No trigo, o movimento foi na direção contrária. Os fundos ampliaram a aposta na queda, e a posição líquida vendida subiu 12,92%, de 28.830 para 32.555 contratos.
Por que os fundos saem do milho
A semana coincide com o avanço da colheita nos Estados Unidos, que aumenta a oferta disponível. O milho em Chicago já havia recuado ao menor nível em dois meses na sexta-feira (17), como mostrou o agro.page. Na soja, os fundos tinham ampliado a compra em 4,67% na semana anterior, segundo o Canal Rural, e agora devolveram parte disso.
A conta do agro.page
Cada contrato de milho na CBOT equivale a 5 mil bushels, ou cerca de 127 toneladas. O corte de 83,4 mil contratos representa perto de 10,6 milhões de toneladas a menos de aposta na alta, algo próximo de um décimo da safra de milho que o Brasil colhe em um ano.
Na soja, os 8,3 mil contratos a menos somam cerca de 1,1 milhão de toneladas.
O que observar
Os fundos ainda estão comprados nos dois grãos, o que dá alguma sustentação a Chicago. O ponto de atenção é o milho: se a saída continuar nas próximas semanas, a referência internacional tende a seguir pressionada justamente quando o produtor brasileiro planeja a venda da safrinha 2027. O próximo relatório da CFTC sai na sexta-feira (23).
Entenda o contexto
Fontes
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