Safra de maçã bate recorde de 1,6 milhão de toneladas, mas exportação fica abaixo da meta, diz ABPM
Colheita 2025/26 quase dobra frente às duas safras anteriores; Santa Catarina lidera a produção, o Rio Grande do Sul responde por quase 80% dos embarques, e a exportação de 48,6 mil toneladas ficou longe das 100 mil projetadas

- Com 97% da safra no mercado interno, o pomicultor segue dependendo do preço doméstico, que o Cepea já apontou como o menor desde 2022 em fevereiro
- A exportação quase quadruplicou em um ano (de 13 mil para 48,6 mil toneladas) e virou saída real para fruta no padrão externo, com Índia e Arábia Saudita à frente
- Para 2026/27, a ABPM vê condições iniciais positivas de inverno e florada; Gala e Fuji só chegam no início de 2027
O Brasil colheu a safra de maçã recorde de cerca de 1,6 milhão de toneladas em 2025/26, o maior volume já registrado no país, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21), Dia Internacional da Maçã, e reproduzidos pelo Canal Rural, pela CNN Brasil e pelo Jornal do Comércio.
O volume supera o recorde anterior, de 1,3 milhão de toneladas em 2017, e quase dobra as cerca de 850 mil toneladas registradas nas duas temporadas anteriores, segundo a ABPM citada pela CNN Brasil e pelo Canal Rural.
agro.page · grátisQuem vende no agro tem agro.pageRevenda, produtor e cerealista: sua vitrine com WhatsApp e Pix pronta hoje, grátis, sem app.Quero o meu grátis →A exportação também cresceu, mas ficou abaixo do previsto. Os embarques somaram 48,6 mil toneladas em 2026, contra 13 mil no ano anterior, com receita de US$ 49,6 milhões. A associação projetava 100 mil toneladas e atribui a diferença a entraves comerciais e logísticos ligados ao conflito no Oriente Médio.
Safra de maçã recorde por estado
- Santa Catarina: cerca de 830 mil toneladas, a maior produção do país (Canal Rural e CNN Brasil).
- Rio Grande do Sul: cerca de 710 mil toneladas, 44,4% do total, contra aproximadamente 420 mil na safra anterior (Jornal do Comércio e Grupo A Hora).
- Paraná: cerca de 50 mil toneladas, segundo o Canal Rural.
Nas vendas externas, o Rio Grande do Sul liderou com 38,7 mil toneladas, quase 80% do total nacional, segundo o Jornal do Comércio e o Grupo A Hora. A Índia foi o principal destino, com 18,1 mil toneladas, seguida pela Arábia Saudita, com 10,1 mil, segundo a CNN Brasil.
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Mesmo com a alta, a exportação de 48,6 mil toneladas equivale a cerca de 3% da safra. Os outros 97% ficam no mercado interno. Se a meta de 100 mil toneladas tivesse sido atingida, outras 51 mil toneladas teriam saído do país.
A receita de US$ 49,6 milhões dividida pelo volume embarcado dá perto de US$ 1,02 por quilo exportado, na média do ano.
O peso da oferta já apareceu no preço. Em fevereiro, durante a colheita da Gala, o Cepea registrou os menores preços de comercialização desde 2022, com a pressão atribuída ao aumento da oferta.
O que observar
A ABPM avalia que as condições iniciais para a safra 2026/27 são positivas, com bom desempenho do inverno e da florada. A colheita de Gala e Fuji começa no início de 2027. Até lá, o ponto de atenção é a logística para o Oriente Médio, que segundo a ABPM freou as vendas deste ano. É o mesmo conflito que levou o petróleo Brent a US$ 111 e pressionou o diesel.
Entenda o contexto
Fontes
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