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Sudão abre mercado para carne de aves, bovinos e caprinos do Brasil e libera ovos férteis e genética bovina

Nota conjunta do Ministério da Agricultura e do Itamaraty diz que a autoridade sanitária sudanesa aceitou aves de um dia, ovos férteis, carnes e miúdos, animais para reprodução e embriões bovinos e bubalinos

Redação agro.page6 fontes

Contêineres empilhados em terminal portuário de exportação
Foto: postcardtrip/Pixabay
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O que muda para o agro
  • Frigoríficos de aves, bovinos e caprinos ganham mais um destino autorizado, mas cada embarque ainda depende de comprador e das exigências sanitárias do Sudão
  • Incubatórios e empresas de genética avícola passam a poder vender pintinhos de um dia e ovos férteis ao Sudão
  • Criadores de genética bovina e bubalina ganham espaço para vender animais de reprodução e embriões, de laboratório (in vitro) ou de coleta (in vivo)

O Sudão abre mercado para novos produtos da pecuária brasileira. A autoridade sanitária do país africano aceitou a importação de carnes de aves, bovinos e caprinos, além de ovos férteis, aves de um dia e material genético bovino e bubalino, segundo nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores divulgada nesta quarta-feira (21), reproduzida pelo Canal Rural e pela SpaceMoney.

Pela nota, o aceite sanitário formaliza a possibilidade de embarque desses produtos para o território sudanês. O governo não informou volumes esperados, valores nem prazo para os primeiros embarques.

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A abertura chega uma semana depois de o governo anunciar, em 13 de outubro, a marca de 700 novos mercados abertos para produtos agropecuários desde o início de 2023, segundo o Canal Rural e a Revista Cultivar. O Brasil não tem adido agrícola próprio no Sudão: o país é atendido pelo adido do Mapa em Adis Abeba, na Etiópia, segundo o ministério.

Sudão abre mercado: os produtos da lista

A lista divulgada pelo governo junta três grupos de produtos:

  • Proteína animal: carnes e miúdos de aves, e carnes, miúdos e produtos cárneos de bovinos e caprinos.
  • Genética avícola: aves de um dia (pintinhos) e ovos férteis, usados para formar plantéis de corte e postura.
  • Genética de ruminantes: bovinos e búfalos destinados à reprodução, e embriões bovinos e bubalinos produzidos in vitro e in vivo.

Contexto para a carne e o frango

A abertura entra num momento de mercados mais apertados para as carnes brasileiras. A exportação de carne bovina perdeu ritmo em outubro com a cota da China perto do fim, e parte dos compradores de frango restringiu produtos de Santa Catarina depois do caso de Newcastle. A nota sobre o Sudão não menciona restrição por estado.

O aceite sanitário é o primeiro passo: a venda depende de negócio fechado com importadores sudaneses, e o governo não divulgou estimativa de demanda. Além das carnes, a lista inclui itens de nicho, como embriões, animais de reprodução e carne caprina.

O que muda para o agro

  • Frigoríficos: mais um destino autorizado para carne de aves, bovinos e caprinos. O embarque depende de negócio fechado com importadores e do cumprimento das exigências sanitárias do Sudão.
  • Incubatórios e genética avícola: pintinhos de um dia e ovos férteis passam a ter porta aberta no Sudão.
  • Pecuária de genética: criadores de bovinos e búfalos, e laboratórios de embriões, ganham um novo comprador possível.
  • O que acompanhar: as orientações do Mapa aos exportadores e os primeiros embarques registrados.

Entenda o contexto

Fontes

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