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China compra 2,4% menos soja do Brasil em setembro, e grão dos EUA volta aos portos chineses

Alfândega chinesa registrou 10,7 milhões de toneladas brasileiras e 360,9 mil toneladas americanas no mês; a soja comprada dos EUA no acordo comercial ainda está chegando e disputa espaço com a safra nova do Brasil

Redação agro.page3 fontes

Grãos de soja secos em close; a China importou 10,7 milhões de toneladas de soja do Brasil em setembro
Foto: Jing/Pixabay
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O que muda para o agro
  • O Brasil vendeu menos à China em setembro, mas ficou com cerca de 90% de tudo o que o país importou no mês, ante 85% um ano antes
  • A soja americana comprada no acordo comercial começou a chegar e, pela conta do agro.page, perto de 14,6 milhões de toneladas ainda devem desembarcar na China, justamente na janela em que a safra 2026/27 do Brasil começa a ser embarcada
  • Quem ainda não fixou preço da safra nova deve acompanhar o prêmio nos portos para embarque em janeiro e fevereiro, que é onde a concorrência com os EUA aparece primeiro

A China importou 10,7 milhões de toneladas de soja do Brasil em setembro, queda de 2,4% em relação às 10,96 milhões de toneladas do mesmo mês de 2025. Os dados por país de origem são da Administração Geral das Alfândegas da China e foram publicados pela Reuters.

No mesmo mês, entraram no país 360.878 toneladas de soja dos Estados Unidos, contra zero em setembro do ano passado. Segundo a Reuters, são cargas compradas dentro do acordo que encerrou a guerra comercial entre Pequim e Washington no ano passado.

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No total, a China importou 11,88 milhões de toneladas de soja em setembro, 7,7% menos que um ano antes. A agência atribui a queda a uma base de comparação alta: em 2025, os chineses aceleraram as compras na América do Sul em meio à disputa com os EUA.

China e soja do Brasil: o acumulado do ano

De janeiro a setembro, a soja brasileira somou 65,84 milhões de toneladas na China, alta de 3,4%. A americana caiu 34%, para 11,06 milhões de toneladas, segundo os mesmos dados da alfândega.

Uma analista ouvida pela Reuters explicou parte do recuo de setembro pelo lado brasileiro: a soja da safra passada foi vendida rápido, e sobrou menos grão para embarcar no fim do ano comercial. A AgRural estima que mais de 91% da safra velha já foi comercializada.

A conta do agro.page

Os 10,7 milhões de toneladas equivalem a cerca de 178 milhões de sacas de 60 kg. A queda de 260 mil toneladas em relação a setembro de 2025 dá uns 4,3 milhões de sacas.

Mesmo com menos volume, a fatia do Brasil cresceu. Pelas contas do agro.page, a soja brasileira respondeu por cerca de 90% das importações chinesas em setembro. Um ano antes, foram perto de 85%.

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A soja americana que chegou no mês equivale a uns seis navios de 60 mil toneladas. Segundo traders ouvidos pela Reuters, a China já comprou mais de 60% da meta de 25 milhões de toneladas de soja dos EUA para a temporada 2026/27. Se forem 15 milhões de toneladas, perto de 14,6 milhões ainda precisam ser embarcadas.

O que observar

O ponto sensível é o calendário. As cargas americanas devem chegar à China entre o fim do ano e o início de 2027, a mesma janela em que a colheita da soja 2026/27 começa no Mato Grosso e no Paraná.

Na semana passada, o agro.page mostrou que as esmagadoras chinesas operam com margem negativa e que a soja dos EUA saía mais barata que a de Santos. Com esse quadro, o prêmio pago nos portos brasileiros para embarque em janeiro e fevereiro é o primeiro indicador a mostrar se a concorrência americana vai pesar no preço da safra nova.

Entenda o contexto

Fontes

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