Agro bate recorde com 28,4 milhões de ocupados no 2º trimestre, e campo puxa toda a alta
Levantamento do Cepea com a CNA mostra que o agronegócio emprega 26% dos trabalhadores do país; dentro da porteira a ocupação cresceu 2,7% em um ano, enquanto indústria e insumos encolheram
Receba as notícias do agro em primeira mãoSiga o canal do agro.page no WhatsApp. A IA da redação filtra o que importa e manda direto no seu celular. Grátis.Entrar no CANAL- Mão de obra dentro da porteira está mais disputada: o segmento primário abriu cerca de 210 mil vagas em um ano
- Com a jornada caindo para 42 e depois 40 horas, quem já tem dificuldade de contratar vai precisar de mais gente ou de mais máquina
- Indústria e insumos do agro cortaram pessoal, sinal de margem apertada fora da fazenda
O agronegócio chegou a 28,4 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026, o maior número para o período desde o início da série, em 2012. O dado é do boletim de mercado de trabalho do Cepea (Esalq/USP) com a CNA, divulgado nesta semana.
O agro responde por 26,0% de todos os trabalhadores do país, ou cerca de um em cada quatro. Em relação ao segundo trimestre de 2025, a ocupação no setor cresceu 0,7%.
agro.page · grátisQuem vende no agro tem agro.pageRevenda, produtor e cerealista: sua vitrine com WhatsApp e Pix pronta hoje, grátis, sem app.Quero o meu grátis →O crescimento, porém, não foi igual em toda a cadeia. A alta veio de dentro da porteira, puxada pela agricultura e pela floresta, com destaque para café, milho e cereais, segundo a CNA.
Emprego no agro: onde cresceu e onde caiu
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, segundo o Cepea:
- Segmento primário (dentro da fazenda): alta de 2,7%, cerca de 210,2 mil pessoas a mais.
- Agrosserviços: alta de 1,1%.
- Agroindústria: queda de 2,4%.
- Insumos: queda de 6,5%.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o primário ganhou 145,8 mil trabalhadores (+1,9%), enquanto os agrosserviços perderam 101,7 mil e os insumos, 15,3 mil, segundo a CNA.
A conta do agro.page
Uma alta de 0,7% sobre 28,4 milhões equivale a cerca de 200 mil pessoas a mais em um ano. Só o segmento primário somou 210,2 mil. Ou seja, o campo respondeu por praticamente todo o saldo, e os cortes na indústria e nos insumos anularam parte do ganho dos serviços.
O que observar
O recorde chega no momento em que o Congresso aprovou o fim da escala 6x1, com a jornada caindo para 42 horas e depois para 40 horas, inclusive no campo. Para a fazenda que já disputa mão de obra na safra, a conta de horas por trabalhador vai pesar no planejamento de 2027. O próximo boletim do Cepea, com o terceiro trimestre, mostra se o ritmo se mantém com a colheita do milho safrinha e do café.
Entenda o contexto
Fontes
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