Recuperação judicial no agro cai 20,7% no 2º trimestre, mas pedidos de produtores pessoa física sobem 8% sobre o início do ano
Foram 448 pedidos entre abril e junho, contra 565 um ano antes; Mato Grosso concentra quase 1 em cada 4, e a Serasa diz que a queda ainda não indica melhora financeira do produtor

- Menos pedidos de recuperação judicial tendem a aliviar, aos poucos, a seletividade de bancos e revendas, mas a própria Serasa diz que ainda é cedo para falar em virada
- O produtor pessoa física é o perfil que voltou a subir no trimestre, e é ele quem mais depende de renegociar antes de recorrer à Justiça
- Quem tem parcela atrasada ainda pode usar a renegociação da MP 1.376, com prazo até 12 de novembro
Os pedidos de recuperação judicial no agro caíram 20,7% no segundo trimestre de 2026, segundo o Indicador Serasa Experian Agro divulgado nesta segunda-feira (19). Foram 448 pedidos entre abril e junho, contra 565 no mesmo período de 2025.
Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, quando houve 474 pedidos, a queda foi de 5,5%. A conta da Serasa inclui produtores pessoa física, produtores pessoa jurídica e empresas da cadeia do agronegócio.
agro.page · grátisSeu agro.page grátis em 2 minutosWhatsApp, Pix, catálogo e a cotação do dia num link só. Coloque na bio e venda mais.Criar meu agro.page grátis →O resultado interrompe a sequência de altas nos segundos trimestres de 2023, 2024 e 2025, segundo a AgFeed. Em todo o ano de 2025, o agro somou 1.990 pedidos, alta de 56,4% sobre 2024.
Recuperação judicial no agro: quem pediu
O recuo foi mais forte nas empresas. Os produtores pessoa jurídica fizeram 160 pedidos, queda de 34,2% frente aos 243 de um ano antes, segundo o Canal Rural.
Entre os produtores pessoa física, foram 197 pedidos, 10,5% a menos que os 220 do segundo trimestre de 2025. Mas, sobre o primeiro trimestre (182), houve alta de 8,2%, ponto destacado pela Exame.
Por estado, Mato Grosso lidera com 107 pedidos, cerca de 24% do total, segundo a Forbes Agro. Depois vêm Goiás (84), São Paulo (72), Minas Gerais (54) e Paraná (42).
A leitura do agro.page
Os números mostram dois movimentos ao mesmo tempo. Empresas e produtores organizados como pessoa jurídica pediram bem menos proteção na Justiça. Já o produtor pessoa física voltou a pedir mais do que no começo do ano.
agro.page · grátisCliente pede preço? Mande um link só.Catálogo, cotação do dia e Pix na sua página. Começa grátis e o 1º mês do Premium sai por nossa conta.Começar grátis agora →Mato Grosso e Goiás, juntos, respondem por 43% dos pedidos do trimestre, segundo os números da Serasa.
Segundo Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, a queda pode estar ligada à sazonalidade, à entrada de receita da colheita e ao avanço das renegociações com credores, e não indica necessariamente melhora financeira do setor. A empresa cita custos altos, crédito mais seletivo e endividamento como fatores que mantêm o ambiente difícil.
O que observar
O dado do terceiro trimestre vai mostrar se a queda se mantém depois da safrinha, com o milho mais barato. Antes disso, quem tem dívida rural atrasada tem até 12 de novembro para contratar a renegociação da MP 1.376, como mostrou o agro.page, uma alternativa a ser avaliada antes do caminho judicial.
Entenda o contexto
Fontes
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