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Exportação de milho do Brasil para a Europa pode chegar a 1,65 milhão de toneladas em outubro, projeta corretora

Segundo a Stag International, citada pela Reuters, o volume se compara a cerca de 200 mil toneladas no mesmo período do ano passado; seca na União Europeia e menos milho da Ucrânia abrem espaço para o grão brasileiro

Redação agro.page5 fontes

Grãos de milho amarelo debulhados após a colheita
Foto: nikles5/Pixabay
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O que muda para o agro
  • Mais um comprador grande no porto: a Europa disputa o milho brasileiro com a China e a indústria de etanol, o que tende a dar sustentação à procura nos portos enquanto durar a vantagem da América do Sul
  • Quem tem milho em armazém pode cotar com tradings que embarcam para a Europa e comparar com a oferta do interior antes de fechar negócio
  • Para suinocultor e avicultor, a Agrimídia alerta que exportação aquecida somada ao etanol pode segurar o preço interno do grão: vale acompanhar o custo da ração nas próximas semanas

A exportação de milho para a Europa pode chegar a 1,65 milhão de toneladas em outubro, segundo projeção da corretora Stag International divulgada na quarta-feira (21) e noticiada pela Reuters, pela CNN Brasil e pela Forbes Agro. No mesmo período do ano passado, o volume foi de cerca de 200 mil toneladas.

Segundo a Stag, o Brasil está ocupando o espaço do milho da Ucrânia, que passou a exportar menos para os vizinhos depois que portos e estruturas de embarque foram atingidos por ataques russos. A corretora também liga a procura à quebra de safra no bloco europeu.

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As importações de milho da União Europeia subiram 40% na safra 2026/27 até meados de outubro, com os Estados Unidos como principal origem e o Brasil em segundo lugar, de acordo com a Reuters e a CNN Brasil.

Por que a Europa voltou a comprar milho do Brasil

A seca reduziu a safra de milho da União Europeia em 2026 para cerca de 48 milhões de toneladas, segundo a Comissão Europeia, citada pelo Agrimídia. A CNN Brasil descreve o volume como o menor do século no bloco.

No preço, a Stag avalia que o milho americano perdeu competitividade frente à oferta da América do Sul, que inclui a Argentina. Pelos prêmios FOB atuais, diz a corretora, a vantagem sul-americana deve durar até dezembro e janeiro e pode chegar a fevereiro. A Reuters acrescenta que, segundo a Stag, se as vendas externas dos EUA não acelerarem, Chicago pode ter de cair mais para os americanos recuperarem espaço.

Dados da agência marítima Cargonave, citados pelo Agrimídia, indicam que os embarques para a Europa podem passar de 1 milhão de toneladas só em outubro, com a Espanha entre os principais destinos. A diferença para o 1,65 milhão da Stag vem da metodologia de cada casa: são projeções, e o número fechado sai depois do mês.

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  • Em sacas: 1,65 milhão de toneladas equivalem a cerca de 27,5 milhões de sacas de 60 kg. As 200 mil toneladas do ano passado eram cerca de 3,3 milhões de sacas, ou seja, um volume perto de 8 vezes maior.
  • Peso no mês: a Anec projeta 6,87 milhões de toneladas de milho exportadas em outubro, como o agro.page mostrou na quarta-feira (21). Se a projeção da Stag se confirmar, a Europa responderia por cerca de 24% do total.
  • Comparação aproximada: Stag e Anec usam bases diferentes (destino projetado e programação de navios), então a fatia é uma referência, não um dado oficial.

O que observar

O dado fechado de outubro sai na Secex no início de novembro. Até lá, o ponto de atenção para quem produz em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná é se a procura extra nos portos chega ao preço do interior, num ano em que, segundo o Imea, a receita do milho em Mato Grosso não cobre o custo da safra 2026/27.

Do lado de quem compra milho para ração, o Agrimídia aponta que a exportação aquecida, somada à demanda do etanol de milho, pode sustentar os preços internos do grão.

Entenda o contexto

Fontes

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