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Safra de trigo no RS encolhe para 2,16 milhões de toneladas, 37% menos que 2025, e soja está em 3% plantada, diz Emater

Segunda estimativa de inverno corta a área para 763 mil hectares e eleva a produtividade; colheita está em 19%, abaixo da média, e chuva segura a semeadura da soja

Redação agro.page6 fontes

Colheitadeira descarregando grãos de trigo em carreta durante a colheita
Foto: maxmann/Pixabay
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O que muda para o agro
  • No RS, a Emater prevê 2.833 kg por hectare de trigo, cerca de 47 sacas, 2,2 sacas a menos que em 2025: na conta do agro.page, cerca de R$ 198 a menos por hectare pelo indicador Cepea
  • Com 81% do trigo gaúcho ainda por colher e qualidade abaixo do esperado em parte das regiões, separar os lotes por PH antes de vender evita que o lote bom seja pago pelo preço do pior
  • A Argentina começa a colher em novembro uma safra estimada entre 23,4 e 23,8 milhões de toneladas, o que tende a disputar o mesmo moinho que compra o trigo do Sul

A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve somar cerca de 2,16 milhões de toneladas em 2026, 37,48% menos que no ano passado, segundo a segunda estimativa da safra de inverno da Emater/RS-Ascar, divulgada nesta quinta-feira (22) no informativo conjuntural semanal. Os números foram publicados pela Reuters, pelo Portal do Agronegócio e pela Revista Cultivar.

A Emater reduziu a área estimada de trigo de 814.220 para 763.121 hectares, um corte de cerca de 51 mil hectares em relação à primeira estimativa. Ao mesmo tempo, elevou a produtividade esperada de 2.701 para 2.833 kg por hectare.

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Mesmo com a revisão para cima, a produtividade projetada fica 5,55% abaixo dos 2.968 kg por hectare obtidos em 2025, segundo o órgão. O resultado ainda depende de como as lavouras se comportarem até o fim do ciclo.

A queda da safra gaúcha se soma à do Paraná, onde o Deral apontou 13% das lavouras em condição ruim, como mostramos na cobertura da colheita de trigo no Paraná.

Safra de trigo no Rio Grande do Sul: colheita e qualidade

A colheita avançou de 9% para 19% da área entre um informativo e outro, mas segue abaixo da média histórica de 22% para a época, segundo o Portal do Agronegócio, com base na Emater.

A Emater relata que as áreas já colhidas têm produtividade satisfatória, mas que a qualidade do grão ficou abaixo do esperado em parte das regiões, com peso hectolitro (PH) menor e grãos danificados ou chochos.

A conta por hectare

Na conta do agro.page, 2.833 kg por hectare equivalem a cerca de 47,2 sacas de 60 kg, contra 49,5 sacas em 2025. A diferença de 135 kg por hectare, pelo Indicador Cepea/Esalq do trigo no Rio Grande do Sul, que estava em R$ 1.465,74 por tonelada em 14 de outubro, dá cerca de R$ 198 a menos por hectare. A conta usa o preço de referência e não desconta o deságio dos lotes com PH baixo.

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Soja em 3% e trigo argentino no radar

Na soja, a semeadura chegou a 3% da área projetada no estado, abaixo da média histórica de 5% para o período, segundo a Reuters. A Emater atribui o atraso à umidade excessiva do solo, às chuvas frequentes, ao frio e à pouca radiação solar.

Do outro lado da fronteira, a Bolsa de Cereales de Buenos Aires manteve nesta quinta a estimativa da safra argentina de trigo em 23,4 milhões de toneladas, apesar de geadas tardias que causaram perdas de 10% a 15% em algumas zonas, segundo a Reuters, citada pela Money Times e pela Forbes Agro. A Bolsa de Comércio de Rosário estima 23,8 milhões. A colheita argentina começa em novembro.

O que muda para o agro

  • Trigo no campo: com cerca de 81% da área gaúcha por colher, as horas secas valem mais. Grão que toma chuva de novo tende a perder PH e preço.
  • Venda por lote: separe a produção por talhão e por PH antes de negociar com cerealista ou moinho.
  • Concorrência argentina: a safra do vizinho entra em novembro e tende a pesar no preço do trigo do Sul, num ano em que a indústria fala em importação recorde de trigo.
  • Soja: quem ainda não plantou deve acompanhar a previsão antes de programar as máquinas, como detalhamos na cobertura do plantio da soja no RS.

Entenda o contexto

Fontes

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