Diesel da Petrobras pode subir até 50% às distribuidoras se subsídio extra acabar, calcula Goldman
Banco estima que o preço da estatal está cerca de 21% abaixo da paridade de importação; alta só viria se acabar o incentivo extra de R$ 1,40 por litro aos importadores, e não está no cenário-base

- O Goldman Sachs não prevê reajuste no cenário-base, mas calcula que, sem o incentivo extra aos importadores, a Petrobras precisaria subir o diesel às distribuidoras em cerca de 50%, o que daria perto de 20% na bomba
- Pela conta do agro.page, 20% a mais no diesel elevaria em cerca de 1% o custo total do hectare de soja, com peso maior em frete, colheita e áreas grandes
- Quem ainda vai comprar diesel para o plantio, a pulverização e a colheita deve acompanhar dois prazos: o fim da subvenção de R$ 2,12 por litro (26 de outubro) e o do incentivo extra aos importadores (meados de novembro)
O diesel da Petrobras pode ter de subir cerca de 50% no preço cobrado das distribuidoras, o equivalente a aproximadamente R$ 1,50 por litro, se acabar o incentivo extra dado hoje aos importadores do combustível. A conta é do banco Goldman Sachs, em relatório citado nesta quinta-feira (22) pelo InfoMoney, pelo BPMoney e pelo SpaceMoney.
Segundo o banco, o diesel realizado pela estatal, já com os subsídios, equivale a R$ 5,43 por litro, contra uma paridade de importação de cerca de R$ 6,89. Isso deixa o preço da Petrobras perto de 21% abaixo do que custa trazer o produto de fora.
agro.page · grátisSeu agro.page grátis em 2 minutosWhatsApp, Pix, catálogo e a cotação do dia num link só. Coloque na bio e venda mais.Criar meu agro.page grátis →O próprio Goldman ressalta que o reajuste não está no seu cenário-base. Como não há clareza sobre a renovação ou o fim do incentivo extra de R$ 1,40 por litro aos importadores, previsto até meados de novembro, o banco trabalha com preços do diesel estáveis até o fim do ano, segundo as três publicações.
Diesel da Petrobras: o que o Goldman calcula
O ponto central é a diferença de tratamento. De acordo com o relatório, o importador recebe hoje um incentivo maior que o da produção nacional, o que limita o espaço da Petrobras para subir preço sem perder mercado. Se essa assimetria acabar, a estatal teria espaço para buscar a paridade.
O banco avalia que qualquer decisão relevante de preço deve ficar para depois de 25 de outubro, data do segundo turno da eleição presidencial, segundo o BPMoney e o InfoMoney.
Pela estimativa do Goldman, uma alta de cerca de 50% no preço às distribuidoras chegaria à bomba como um aumento próximo de 20%, já que o preço da refinaria é só uma parte do valor final ao consumidor.
A conta na lavoura
O diesel respondeu por 5,25% do custo de produção do hectare de soja em 2025, segundo levantamento da Aegro Insights divulgado pela Revista Cultivar. Pela conta do agro.page, uma alta de 20% na bomba elevaria o custo total do hectare em cerca de 1%. Em operações com muito frete próprio e colheita mecanizada em área grande, o peso é maior.
Há ainda um prazo mais próximo. A subvenção federal de R$ 2,12 por litro ao diesel A rodoviário vale até segunda-feira (26), segundo a CNN Brasil, e a portaria permite nova prorrogação, como o agro.page mostrou na cobertura do petróleo a US$ 110.
O que muda para o agro
- Cenário, não decisão: o reajuste de até 50% é uma conta do Goldman para o caso de o incentivo extra aos importadores acabar; não há anúncio da Petrobras.
- Dois prazos no calendário: 26 de outubro (subvenção de R$ 2,12 por litro) e meados de novembro (incentivo extra de R$ 1,40 aos importadores). Acompanhe o Diário Oficial e os comunicados da Petrobras.
- Planilha da safra: simule o custo do hectare com o diesel 20% mais caro e, se o volume justificar, negocie com a distribuidora contrato de volume e prazo para o plantio, a pulverização e o frete da colheita.
Entenda o contexto
Fontes
Acompanhe o preço do dia na sua praça.
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